Sunday, May 29, 2011

Expressões curiosas da lingua portuguesa


Expressões curiosas da lingua portuguesa

JURAR DE PÉS JUNTOS:
Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

MOTORISTA BARBEIRO:
Nossa, que cara mais barbeiro! No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira..

TIRAR O CAVALO DA CHUVA:
Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje! No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

À BEÇA:
O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.

DAR COM OS BURROS N'ÁGUA:
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

GUARDAR A SETE CHAVES:
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino.Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra designar algo muito bem guardado..

OK:
A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:
A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

PARA INGLÊS VER:
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo.

RASGAR SEDA:
A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa".

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.

ANDA À TOA:
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.

QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO:
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.

DA PÁ VIRADA:
A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.

NHENHENHÉM:
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indìgenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".

VAI TOMAR BANHO:
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".

ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM:
Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português.. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.

A DAR COM O PAU:
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sopa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA:
Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar "e "Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.

Tuesday, November 30, 2010

Eu não vou para a Pasárgada

Eu queria ir pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Mas para o lugar que fui, muito mais me emocionei

Nos meus sonhos tenho a mulher que quero

Não preciso escolher a cama

Na quimera e devaneio

Posso ficar onde quiser, com a chama da lembrança

De uma criança qualquer

Hoje eu sou feliz, lá fui muito mais

A existência hoje é a rotina, lá foi emoção

Dos colegas que eu tive, da moças ainda belas

Que um dia eu sonhei, agora reencontrei

Efêmera não é amizade

Tudo foi a mas pura felicidade

Os cabelos brancos são complemento

Mas também não preciso mais

Não andarei de bicicleta, nem montarei em burro brabo

Lembrarei do pau de sebo, mas eu quero mesmo

É me lembrar daquele tempo

O combustível da alma e na energia positiva

Não preciso da mãe d’água, nem do telefone automático

A cerveja bem gelada com os sonhos das nossas moças peladas

Completam o paraíso, com os desejos de cada um

As palavras vão saindo, o riso é complemento

A alma de nós todos recebe o mais puro alimento

A amizade verdadeira, não tem nada igual

Sem interesse nenhum, a alegria é total.

Quando estiver triste, Triste de não ter jeito

Quando um dia me der, Vontade de chorar

Vou voltar no tempo

E daquela época lembrar

Vou pensar na volta ao tempo, Que nunca deixou de existir

Agora está mais forte, com um arrepio e saudade

A emoção não tem preço,Não preciso ser amigo do rei

não preciso ter a mulher que quero e nem a cama que escolherei

quero ter a lembrança , do dia que se passou

uma volta ao passado, da emoção e da energia

que marcará minha vida

assim como marcou, e só vi muito depois

mas ainda bem que tudo existiu,

não são só os sonhos, a realidade fundiu

o passado no presente

a Passárgada somos nós

assim como quis Manoel Bandeira

agora é ir em frente, aproveitando a energia

esperando mais um vez, para rir a vontade

Guardando no coração, toda esta saudade!

Saturday, November 20, 2010

Agora o peito aperta

Não são lágrimas que caem
meu sentimento é que fala
a tristeza não tem nome, ela machuca
saudade? lembrança? problema?
não importa, uma hora te desmonta

chorar ou rir, social ou não
lembrar e recuperar, sei lá
pode não ser tristeza, é emoção
falta muito, e não falta nada
a dor é minha

não tenho palavras, o teclado molha
a dor é grande, não sei porque
agora seca, mas o coração não cala
o sentido está confuso
o amor fica subjugado
a emoção pode confundir
a tristeza e a alegria
mas a dor é permanente


sentir dor é coisa de poeta
alegria ele transforma em dor e amor
Amor e dor ele transforma em vida
A lágrima é a prova
a outra é a reação

ainda bem , meu deus,
que existe a reação
o teclado e a razão
que me fizeram voltar
ao mundo da emoção

agora sem as lágrimas
que só machucam o tempo
o coração é calejado
agora preparado, a vida vai seguindo
as lágrimas vão caindo
sumindo.......








Wednesday, November 10, 2010

Uma palhinha de Fernando Pessoa

1-) O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

2-)Tenho em mim todos os sonhos do mundo

3-)Tudo vale a pena quando a alma não é pequena

4-)Haja ou não deuses, deles somos servos.

5-)A arte é a auto-expressão lutando para ser absoluta.

6-)Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.

7-)A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.

8-)Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.


Friday, November 05, 2010

Poema de 2?

Era noite, era dia,
o tempo não se definia ...
Chovia? Não me lembro.
Seu olhar curioso,
Abraçava minha magia
Meu passado, seu presente,
O tempo não se definia...
E lembrar-se de momentos,
Era o que mais queria.
O carinho de seus gestos
Atiçava minha fantasia
E o tempo não se definia..

O tempo leva, não apaga
o presente é passado
A emoção é presente
O passado é a ponte
O coração é a senha
O palpitar é o caminho
O beijo molhado
O suor aumentando
O gozo chegando
Com muito prazer
Recíproco...
O passado é presente
O momento é real
Não existem mais sonhos
Existem outras coisas
O mistério substitui e expectativa.
Ela será a próxima inspiração!

Sunday, October 10, 2010

A luta de cada dia

Abençoemos a Luta
O facão da poda aumenta a produção das árvores,
O bisturi determina a extinção da enfermidade,
A ostra importunada reage, fabricando a pérola,
Aos estorcegões da dificuldade, encontra o espírito valiosa transformação,
O trabalho é grão no celeiro,
O repouso é ferrugem na enxada,
A pedra recolhida serve à construção,
O espinho desinfetado cuida tumores,
O suor é pão que alimenta,
A ociosidade é estagnação que corrompe,
A inércia é paz dos cadáveres,
A ferida em forma de combate chama-se mérito,
A exigência é débito amanhã,
A humildade é crédito de hoje,
Privilégio é responsabilidade,
Dever comum é acesso à própria emancipação,
Lágrima é limpeza interior,
Fel é medicamento que remedeia,
Todo progresso é expansão,
Toda expansão é crescimento,
Todo crescimento é esforço,
Todo esforço é sacrifício,
Todo sacrifício é dor,
Toda dor é renovação.
Meus amigos, os olhos foram situados, pela sabedoria divina, na elevada dianteira do corpo. Saibamos contemplar o horizonte à frente. Olvidemos as sombras de ontem. Somos diariamente procurados pelas criaturas, situações e coisas que procuramos.
Busquemos, deste modo, a "lição divina", a fim de que sejamos beneficiados pela "divina lição". Que o senhor nos abençoe.
"Emmanuel"

Saturday, March 13, 2010

A vírgula- Muito bacana

Sobre a Vírgula

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

Saturday, November 07, 2009

O ciclo da água - um menino de 8 anos

A chuvilha quando cai
se esparrama pelo chão
cada gota vai para um lado
entre um raio e um trovão


uma gota entrou na terra
e a outra o boi tomou
uma gota vai para a terra
a outra me molhou

mal acaba de cair
para o céu, ao céu já quer voltar
e de onde ela está
já se põe a evaporar

Monday, December 29, 2008

A saudade na definição mais clara que já vi!

Hoje li na net um depoimento de um oncologista sobre uma definição de saudade feita por uma criança doente terminal de cancer. A pureza da criança e a definição não poderiam estar ausentes deste blog, até pelo momento que vivo. Seguinte:

Saudade é o amor que ficou!

Portanto existem saudades diferentes? Não creio!
Só existe saudade onde existe o amor, ou existiu! O caso da menina é saudade com muita dor! É a dor da partida!

A saudade doi, mas é consolo saber que ela só existe onde há amor!

O tempo e a distância são capazes de curar todas as feridas, mas não da saudade, por causa do amor! A saudade da partida, da morte é diferente da mudada de direção! Da opção!

As palavras podem definir saudade e amor, mas só as intenções mostram os verdadeiros significados da saudade e do amor! Uma lágrima, um aperto no peito, um suspiro. É pessoal e de dificil definição, cada um vai sentir do seu jeito, mas o amor estará presente!
O poeta coloca nas palavras os sentimentos! Ele consegue dizer o que é saudade e amor!
Quando se machuca (o poeta) ele vai no fundo de sua alma, dá a volta por cima e parte em outra direção. Claro que ele sofre, a dor não tem definição, é pessoal de cada um!
Quando é por opção, com as lágrimas nos olhos e o aperto no coração, segue firme na sua decisão! Quando a saudade é diferente entre as pessoas envolvidas é a hora da virada!
O amor será eterno nas lembranças ,mas o sofrimento cessa e a saudade vai embora, junto com o amor que a criou! Assim é a vida! Nada acaba, mas tudo muda!

Sunday, December 28, 2008

A diferença que o poeta faz!

Tenho que assumir que sou poeta, caso contrário não faria sentido este Blog, minhas poesias, meus devaneios. Sempre escrevi, algumas coisas guardei, outras não, algumas publiquei, outras não poderia, para não magoar, não deixar alguém sofrer, alguém que sempre gostei, que amei, nas quais me inspirei!
O poeta vive do amor! Ele não morre de amor, ele vive com a dor, mas a dor do amor!

Ele pode amar um segundo, um minuto, uma hora, um dia, uma vida! Ele sabe amar, dizer que ama, sentir que ama!
Ele pode falar do amor! Ele vive da emoção, do sentimento que movimenta seu coração!
Ele sofre com a saudade, com o desejo, mas não existiria sem eles!

O poeta depende do amor, de sua emoção e da sua paixão!
O bom do poeta é seu compromisso com o sentimento, com a emoção! Ele não viveria sem! Não existiria o poeta e talvez o amor como cantado no versos simples, mas feitos de coração!
O choro do poeta é alimento na sua vida! Ele não quer chorar, mas não vive sem amar e chorar!
O poeta é capaz de amar como ninguém, sabe chorar por amor, de alegria ou de dor!
A dor inspira poetas, eles sofrem por outros e guardam a dor do mundo!
São todos sonhadores, querem o melhor sempre! O mundo ideal que infelizmente é diferente do real! Eles não medem esforços quando a verve dá a força para ir em frente!
O poeta retrata o mundo, em segundos, em horas ou em uma vida!

Ele chora e ele ri! É sua essência! Sabe trasnformar as lágrimas da saudade e da tristeza em gotas de esperança!
Me sinto assim! A tristeza é parte da sua verve! A legria também, ele não tem escolha!
Choro e rio, amo por quanto for necessário! Guardo as lembranças, elas são a minha massagem na alma!
Só posso agradecer...o poeta que me faz escrever! Assumo sem rancor, com amor no coração minha condição!
Se todos fossem assim (poetas) o mundo seria melhor! As cores seriam mais vivas! O amor existiria de fato! Repito meus versos e sempre repetirei:


Por amor fiz o que quis
Por amor faço o que quiser
Não sinto a menor culpa
Repito quantas vezes tiver

Friday, December 26, 2008

Uma reflexão de Natal!

Relendo meu blog de poesias (já disse que o prazer de escrever é igual ou melhor do que ler, e me faz bem, muito bem...ambos, ler e escrever!) vi coisas antigas e refleti, o quanto a vida foi generosa comigo (Ainda é na verdade!). As emoções, paixões e amores que vivi, meu tombos e minhas levantadas, minhas vitórias e minhas derrotas (que me ajudaram muito). Uma coisa é certa, o amor é combustível da vida!
Muitas pessoas sofrem com ele, mas jamais viveriam sem ele!
Quem nunca sofreu por amor, não viveu! (Não sei quem disse, ou escreveu, isso, mas é pura verdade!)

Este poema foi escrito em 2007, clique e leia , resolvi repetir aqui em 2008, no Natal, época que a sensibilidade fica a flor de nossa pele!

Uma coisa é certa, não é fácil escrever, mas quando temos inspiração é mais tranquilo! Eu me realizo aqui no blog, seja no poema, seja na economia ou na política!

Agora, tomando um vinhaço, ouvindo Marillion, Pink Floyd e algumas " eletrônicas" Deep House e Lounge, e ainda, de leve, um jazz clássico! Só posso dar graças a Deus e agradecer tudo de bom.
Vai ai o poema!

Será?

Não há nada melhor
Namorar ao luar
Pode ser na montanha
Ou na beira mar


O barulho das ondas
A areia molhada
O balanço das águas
na praia ensolarada


O sentimento é real
o físico é parte
no mundo dos sonhos
o prazer é total


O sexo faz parte
mas não é como o todo
um beijo molhado
é melhor que o pecado....


Pecado porque?Na vida é assim
vamos levando
enfrentado e lutando
O poema é fugaz
o prazer é total
quando menos se espera
o foco é audaz

O fato é efêmero
o prazer é total
na lembrança ficamos
mas sempre pensando

Friday, December 19, 2008

Época de sensibilidade! Dois poemas de amor!

Esta época vai chegando, a sensibilidade aumentando! O momento que vivemos, acaba colaborando! Dois momentos inspirados.

1-) Nâo gosto de música sertaneja. Só depois de muita, mas muita cerveja! Brincadeira no meu verso, encontrei nesta dupla uma verdadeira poesia, e mesmo não gostando do estilo, não posso deixar de disserta-la.

A dupla chama-se Mateus e Cristiano e alguém me repassou, o que faço aqui novamente.

Se for pra falar de amor eu sou mesmo assim
Descomplicado, um completo exagerado
Do início até o fim
Se é pra falar de amor, não tenho preconceito
Apaixonado, sem limite, alucinado
Eu sou desse jeito
Tudo isso faço pra te ver sorrir
Na hora do prazer só você me faz feliz
Em nome do amor, eu faço o que você quiser
Se é pra falar de amor, se é pra morrer de amor
Eu rasgo o meu peito, eu faço do seu jeito
Só pra te ver pedindo bis
Se é pra falar de amor, se é pra morrer de amor
Eu saio do limite, amor, acredite, só pra te fazer feliz
Em nome do amor, eu faço o que você quiser

2-) Esta é minha, estava no prelo havia algum tempo, agora explodiu. Vi que meus versos usavam muitas rimas da música e coloquei as duas juntas, no fundo as palavras quando estamos inspirados soam da mesma forma.

A celeridade da paixão!

Os sonhos são a minha luz
Posso ser mesmo alucinado
Na verdade eu vivo apaixonado
O difícil sempre me seduz

A dor que sinto é exagerada
Falo de amor sempre fascinado
Com a mesma emoção da entrada
Sei quando é a parada
Na saída todo mundo vê, como sou descomplicado

O meu sofrimento é só meu
Ninguém ao menos percebe
Levanto e dou a volta por cima
O tempo me ajuda a matar
A dor que não queria sentir


Gostaria que não tivesse o fim
A decepção transbordou
Menos em você mais em mim
Agora chegou ao final

O nosso amor virtual
Será eterno e sem igual
Pena que não conseguimos
Chegar até um final

As lembranças são lindas
Por amor fiz loucuras
Músicas que criei e ouvi
Choro na minha poesia
Minhas lágrimas são da ternura

Sei que seria impossível
Mas para o amor não existem barreiras
Não posso deixar que o tempo
Desgaste o momento gostoso
Eterno enquanto durou

Por amor fiz o que quis
Por amor faço o que quiser
Não sinto a menor culpa
Repito quantas vezes tiver

Thursday, December 18, 2008

Não posso dizer mais nada!


A chuva não dá trégua
Neblina encobre a vista diária
A janela chora as gotas da chuva
O meu coração aperta
A tristeza toma conta

Amanhã é dia importante
Não sei no que eu posso pensar
por um lado o desejo e a espera
por outro a ansiedade e a quimera

Engraçado é sentir tudo isso
no momento confuso da vontade
As lágrimas não ficam claras
A tristeza embola e enfraquece
Se rolam por mim ou por elas

Queria acordar agora
como se fosse amanhã
terei muitas respostas
alegria e tristeza
podem estar sobrepostas

A emoção me consome
com dor e prazer
com medo e esperança
com alegria e tristeza
Esta é minha única certeza

Não é confusão
A ansiedade toma conta de mim
a fraqueza de nada fazer
ou poder lutar para valer

A turbação me detona
o amor e a dor
o receio da notícia ruim
o medo de juntar tudo assim

Só me resta esperar amanhã
na esperança de saber que eu posso
de lutar como sempre lutei

um desfecho pode começar amanhã
o outro terá que esperar
a razão se confunde comigo
a emoção me sente viver.

Na última palavra
espero rir de alegria
e chorar de emoção
de conseguir as duas vitórias
dobrar e enterrar a minha aflição

Saturday, December 06, 2008

O poeta sabe chorar! Sabe também amar!

O poeta sabe amar, sabe sofrer e perdoar!
O poeta sabe chorar, sabe brigar e reclamar!
As lágrimas dele são sua inspiração!
Ele sabe chorar!
Ele sabe sair e entrar!
Sabe acelerar e diminuir!
Quantas lágrimas e tristeza são sua inspiração! Sempre!
A motivação e o coração, a emoção!
A razão na hora certa. Muitas vezes com a tristeza.
Ela é assim, o poeta é assim! Sem uma, não existe a outra!
Amor, emoção vez ou outra, chateação!
Ele sabe amar, sabe esquecer.
Sabe relativizar, sabe eternizar!
Sabe acelerar e sabe diminuir!
Na maioria das vezes o poeta chora.
É sua essência!
Do jeito que vai ele volta!
Este é o poeta!
Sofrendo, amando e vivendo!
A vida é assim.
Sem os poetas não haveria transcrição!
No fundo, mandário, sempre será a emoção!
Com a tristeza, com a satisfação, muitas vezes pelo choro!
sabe de quem? Da motivação!

Saturday, November 29, 2008

Saudade!



A saudade gostosa!

A saudade não dói
A saudade mata.
Quando a eternidade será o encontro!
A saudade machuca em qualquer caso
A dor é de cada um.
Pode ser boa, a essência de tudo
Do amor e da dor!

Ela mata quando existe a morte
E arrebenta quando não sabemos quando encontrar
Se encontrar....se vale a pena encontrar!


È melhor sentir
Independe do final
Saudade te mantém vivo
Aceso e travesso
Pedindo e sentindo
O desejo do beijo, do amor

Não importa o desfecho
Quando? Como?
Não importa , o sentimento é a força

A satisfação é menor que a vontade!
O desejo provoca a saudade
A saudade alimenta o prazer
A realização é pequena!
A vontade manda!

A dor é maior e melhor!

Da saudade e da vontade!

A dor é gostosa
Quando realizado
Esperamos a próxima!

Não interessa se verá ou não
Só a morte mata o prazer na saudade
De querer e não poder
Mas o amor se manifesta!
A saudade do coração é simples
Dá forças e amor!

Amor?
Pode ser a realização prática
Dos livros ao coração!
De algo que ninguém conhece,
Ou pode explicar!

Só palavras mostram o calor do amor
O Sofrimento faz o papel de externar
Sem ele não existiria o amor.
A saudade!
Os poetas estariam mortos!
E tantos e tantas sofreriam!
Nós!

A vontade e o desejo são mais importantes
Eles sustentam o que for
A dor e a vontade, a satisfação e o prazer
O beijo e o desejo, o melhor!

As palavras não dizem, o coração palpita
A vontade é maior e a saudade também
Ela que me inspira... Sem ela não poderia
Dizer aqui, que estou doido, machucado
Mas realizado, feliz e animado

Ainda bem que estou me contorcendo
Na saudade e na vontade
Não importa o final!
O beijo é eterno e o momento também
Fica aqui registrado
Um cara sofrido e amado... Doido e sarado
Com vontade e desejo
Aqui está o segredo!
Sempre feliz e descobrindo o amor!
A razão da vida, ou melhor,
O sentido da vida!
Tudo é passageiro,]
menos os momentos felizes e inesquecíveis!
A saudade te proporciona isso!
Mas não em todos o casos!
Infelizmente!

Saturday, November 22, 2008

O suor e o prazer da luta! Para nós!

The Lone trail

Robert W. Service - (clique e veja) - A estrada não percorrida!

As trilhas do mundo são muitas, quase todas percorridas;
Seguimos atrás dos outros, até que a estrada se divide:
E uma trilha segue ao sol, segura; a outra é arida e sem luz!
Porém, olhamos a trilha deserta, é ela que nos seduz!

Não preciso dizer mais nada!
4 us, 4 Evever! 4 Everyboby!

Wednesday, August 27, 2008

Repeteco, uma situação demanda!

Prazer e amor
Não é fácil falar de amor
É mais fácil sentir sua dor
De saber que ela faz parte
Da vida, da sorte e da arte
Sem ela não tenho mais nada
Com ela só tenho o receio
De perder ou achar no recreio
O que não deveria faltar
Um sonho e uma aventura
Que mais dia ou nãoVai me arrasar
Eu sei que consigo ficar
Nos braços, na cama ou sofá
O calor e o beijo molhado
O tesão e o gozo apurado
Sem igual na vida ou no sonho
Mas real do ninho de amor
Amor e calor se misturam
Prazer e deleite também
O suor que escorre gostoso
Mistura-se ao banho depois
E mais uma porção de amor
Fecha o palco de ação e prazer
As palavras não podem dizer
O que o gozo e o amor podem ter
O tesão e o abraço melado
A entrada molhada e gostosa
A saída que tem que voltar
O mais rápido que possamos pensar
O suspiro e o afago gostosoO
beijo molhado e suado
E o gozo com muito prazer

Tuesday, July 29, 2008

Ser Mineiro (Homenagem a todos nós mineiros)

Ser mineiro é dormir no chão para não cair da cama; sorrir sem mostrar os dentes; tomar café ralo e esconder dinheiro grosso. É desconfiar até dos próprios pensamentos, é não dar adeus para evitar abrir a mão.Mineiro pede emprestado para disfarçar a fartura.
Se é rico, compra carro do ano e manda por meia-sola em sapato usado. Mineiro vive pobre para morrer rico.Mineiro não é contra nem a favor, muito pelo contrário. Mineiro fala de desgraça, doença e morte, e vive como quem se julga eterno. Chega à estação antes de colocarem os trilhos, para não perder o trem. Relógio de mineiro é enfeite. Pontual para chegar, o mineiro nunca tem hora para sair. A diferença entre o suíço e o mineiro é que o primeiro chega na hora, o mineiro chega antes.
O bom mineiro não laça boi com embira, não dá rasteira em pé de vento, não pisa no escuro, não anda no molhado, não estica conversa com estranhos. Só acredita em fumaça quando vê fogo, só arrisca quando tem certeza e não troca um pássaro na mão por dois voando.Mineiro fala de política como se só ele entendesse do assunto; finge que acredita nas autoridades e conspira contra o governo; faz oposição sem granjear inimigos; gera filhos para virar compadre de político; vive entre montanhas e sonha com o mar; viaja o mundo para comer, do outro lado do planeta, um tutu de feijão com couve picada.Ser mineiro é venerar o passado como relíquia e falar do futuro como utopia; curtir saudades na aguardente e paixão em serenatas; dormir com um olho fechado e outro aberto; acender vela à santa e, por via das duvidas, não conjurar o diabo.Ser mineiro é fazer a pergunta já sabendo a resposta, é ter orgulho de ser humilde e bancar a raposa insistindo, ainda, em tomar conta do galinheiro.
Mineiro fica em cima do muro, não por imparcialidade, mas para poder ver melhor os dois lados. Cabeça dura, o mineiro tem o coração mole.Acredita mais no fascínio da simpatia que no poder das idéias.Mineiro é isso, sô!Come as sílabas para não morrer pela boca. Fala manso para quebrar as resistências do interlocutor. Sonega letras para economizar palavras. De vossa mercê passa prá vossemecê, vossência, vosmecê, você, ocê, cê e não demora muito, usará só o acento circunflexo. Mineiro fala um dialeto que só outro mineiro entende, como aquele sujeito que, à beira do fogão de lenha, ensinava o outro a fazer café. Fervida a água, o aprendiz indagou:"Pó Pô pó?" E o outro respondeu: "Pó, pô".
Ser mineiro é saber criar bois, filhos e versos. E ir ao teatro, não para ver, mas para ser visto. E freqüentar igreja para fingir piedade; rir antes de contar a piada e chorar com a desgraça alheia. Mineiro adora sala de visitas encerada e trancada, na esperança de retorno do rei.Avarento, não lê o jornal de uma só vez para não gastar as letras, e ainda guarda para o dia seguinte para poder ter noticias. Mineiro não lê, passa os olhos. Não fala ao telefone, dá recado.Praia de mineiro é barzinho, restaurante, balcão de armazém e cerca de curral. Ali a língua rola solta na conversa mole, como se o tempo fosse eterno. Certo mesmo é que o momento é terno.Ser mineiro é ajoelhar na igreja para ver melhor as pernas da viúva; freqüentar batizados para pedir votos e ir a casamentos para exibir roupa nova. Mineiro vai a enterro para conferir quem continua vivo.Nunca sabe o que dizer aos parentes do falecido, mas fica horas na fila de condolências para marcar presença. Leva lenço no bolso para o caso de ter de enxugar as lágrimas da família. Não manda flores porque desconfia que a floricultura não cumpre o trato e embolsa a grana.Ser mineiro é esbanjar tolerância para mendigar afeto. É proferir definições sem se definir. É contar casos sem falar de si próprio .Mineiro é feito pedra preciosa; visto sem atenção não revela o valor que tem.Mineiro é capaz de falar horas seguidas sem dizer nada. Esconde o jogo para ganhar a partida. Cumprimenta com mão mole para escapar do aperto e acredita que a fruta do vizinho é sempre mais gostosa.
Mineiro age com a esperteza das serpentes, mas se veste com a simplicidade das pombas, e encobre suas contradições com o manto fictício da cordialidade.Mineiro é como angu, só fica no ponto quando se mexe com ele.Desconfiado, retira o dinheiro do banco, conta e torna a depositar.Mineiro não olha: espia. Não presta atenção: vigia. Não conversa: confabula. Não combina: conspira (Fernando Sabino). Viver em Minas é uma opção. Ser mineiro, não! (Lúcio Liradella).Ser mineiro é fazer cara feia e rir com o coração; andar com guarda-chuva para disfarçar a bengala; fumar cigarro de palha para espantar mosquitos; mascar fumo para amaciar a dentadura.Mineiro sabe quantas pernas tem a cobra; escova os dentes do alho; teme rasteira de pé de mesa; toma café ralo para enxergar o fundo da caneca e, por via das dúvidas, põe água e alpiste para o cuco.Ser mineiro é fingir que não sabe o que bem se conhece. Mineiro que não reza não se preza. Religioso, na crendice mineira há lugar para todos: o cujo e a mula-sem-cabeça; assombrações e fantasmas; duendes e extraterrestres.
Pacifico, o mineiro dá um boi para não entrar na briga e a boiada para continuar de fora. Mas se pisam no calo do mineiro, ele conjura te esconjura, jurado e juramentado no sangue de Tiradentes."Minas Gerais é muitas", como disse Guimarães Rosa. É fogão de lenha e comida preparada na panela de pedra-sabão; é turmalina e esmeralda; é tropa de burros e rios indolentes chorando a caminho do mar; é sino de igreja e tropeiros mourejando gado sob a tarde incendiada pelo hálito da noite.Minas é Mantiqueira e cerrado, é Aleijadinho e Amilcar de Castro, é Drumond e Milton Nascimento, é pão de queijo e broa de fubá. Minas é uma mulher de ancas firmes e seios fartos, sensual nas curvas, dócil no trato, barroca no estilo e envolta em brocados, ostentando camafeus.Minas é saborosamente mágica.
Mineiro sai de Minas, mas Minas não sai da gente. Fica uma dor forte, funda, farta e fértil, tão imponderável como o amor místico, em que o coração lateja embevecido por inefável paixão.Ave, Minas! Batizada Gerais, és uma terra muito singular.
Todo mineiro tem um trem de ferro apitando nas veias, uma montanha brilhando nos olhos e uma banda tocando nos ouvidos. (Jorge Fernando dos Santos).
Extraído de artigo publicado no jornal "O Estado de São Paulo".

Monday, February 18, 2008

Alexandre o Grande filosofando

OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE, O GRANDE -

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 - que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas... ); e
3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.
Alexandre explicou:

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Thursday, July 05, 2007

Reflexão?

A vida é movida pela esperança
O desejo e o entusiasmo
A vontade e o desafio
Os conflitos fazem parte
A humildade de reconhecer as fraquezas
Os erros e os acertos
Quem não erra, ou nunca errou?

O segredo e a receita?
Ninguém sabe, jamais saberá
O momento é importante, mas não tudo
A surpresa é vital, nem sempre, mas quase...
Quando a química se encontra
O desfecho é imortal

O desejo somado ao momento?
A mistura é prazer total, quase sempre
Racional? O que é isso?
A química e os sentimentos não têm definição

A espontaneidade é crucial
Quando as coisas se encaixam
Só sonhos e lembranças, são a razão de viver
Combustível da vida, do futuro e do presente
Apaga lembranças, renova esperanças!

Erro desvincular, o passado do presente, do futuro incerto
Futuro ardente, consciente?
A construção é o presente, constante.

Só a emoção? O sentimento e a razão?
Não, a satisfação.
Razão? Razão da certeza?
Da esperança e do desejo, do momento incerto?
Do coração e da vontade?
Certo? Errado?
Quem vai dizer?
Só a congruência de nossas convicções
Quais são?

Guarde o momento e todas as emoções.
As respostas virão e todas estarão dentro do seu coração
Razão? Prazer ou desejo, ambos?
Muitas vezes, outra ou uma, mas não mandatárias,
A questão não é sentimento, mas sensibilidade.
A construção parte da base!
Sabe qual?
Da sensibilidade!